Trinta escadas diferentes, bonitas e criativas

Uma escada, em arquitetura, pode ser algo muito especial — a expressão de uma criatividade escultural que não se vê em quase nenhum outro aspecto de uma casa. Quando se metem a fazer isso com as paredes, por exemplo, ficam espaços impráticos, estúpidos, de cantos redondos ou vincados onde nada se encaixa. Quando querem fazer aposentos chinfrados, de formato trapezoidal, triangular, oval ou espiral — a forma define o inferno de encaixar mobília e ali viver. Mas na escada, excepcionalmente, tem o arquiteto a oportunidade de fazer algo diferente, inovador e ainda assim funcional. Pensando sobre isso, reuni uma galeria de escadas bonitas — algumas estranhas — para inspirar.

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Tô à toa, Tóquio

Foi estafante visitar o Japão por uma semana. Para ir gastei 26 horas em trânsito, mas cheguei lá quase 48 horas mais tarde, na segunda-feira a noite. Perdi um dia nos fusos, de forma misteriosa. Cheguei no hotel e tive uma noite mal-dormida seguida de uma semana de manhãs, tardes e noites de compromissos assumidos antes de sair do Brasil. Foram palestras, reuniões e jantares formais que me carregaram até sexta-feira, 17:00. E então tive um tempo livre para andar por Tóquio, um dia antes de voar de volta. Fui a Akihabara.

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Niemeyer: a vida é um sopro, a obra é um cuspe

O rei está nu, não vou deixar de ser um dos poucos a apontar. Oscar Niemeyer, a prima dona da arquitetura brasileira, pregou uma peça em sucessivos reis brasileiros. Sua arte foi vender escultura como arquitetura, vender o diferente como o criativo, vender o datado como o novo clássico, atemporal. A população do reino, seja para agradar o rei, seja para parecer moderna, ficou muda, aplaudiu. Assim não arriscou ser apedrejada como ignorante ao discordar da massa letrada e chique. O rei esta nu. A obra de Niemeyer é um conjunto de experimentos: algumas vezes brega, em geral tola, e quase sempre inimiga do bom senso.

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