Tô à toa, Tóquio

Foi estafante visitar o Japão por uma semana. Para ir gastei 26 horas em trânsito, mas cheguei lá quase 48 horas mais tarde, na segunda-feira a noite. Perdi um dia nos fusos, de forma misteriosa. Cheguei no hotel e tive uma noite mal-dormida seguida de uma semana de manhãs, tardes e noites de compromissos assumidos antes de sair do Brasil. Foram palestras, reuniões e jantares formais que me carregaram até sexta-feira, 17:00. E então tive um tempo livre para andar por Tóquio, um dia antes de voar de volta. Fui a Akihabara.

Em Tóquio no metrô

Claro que poderia ter pego um táxi. Mas não ia ser a mesma coisa. Segundo a recepcionista do hotel as lojas de Akihabara fecham por volta das nove da noite, portanto eu tinha 4 horas para investir na aventura. Fui para o subterrâneo, por uma passagem que descia do própro saguão do hotel. Depois de muito caminhar debaixo da terra, me perder, subir e descer escadas, cheguei numa estação elevada ao ar livre.

Primeira estação no metrô de tóquio

Os letreiros para avisar quais trens estão passando dão alguma ansiedade. Ainda bem que os japoneses são extremamente bem educados e conseguem confirmar se o trem vai para Akihabara, mesmo sem falar inglês.

Esperando o trem para Akihabara

Confirmando a fama, o metrô é cheio de gente, empurra empurra para entrar e sair. Olhando em volta, estou mesmo no Japão.

Dentro do vagao

Cheio de gente

Algumas estações mais tarde, com um pouco mais de caminhada subterrânea, eu estava prestes a chegar a meu destino.

Andando para Akihabara

Enfim, aquela placa amarela tem uma seta apontando “Akihabara Electric Town Exit”. Vamos ver o que a noite reserva.

Akihabara dos mangás e animes

Chegando em Akihabara

Akihabara ou, encurtando, Akiba, é o bairro dos eletrônicos japoneses. Lá se encontra o que há de mais moderno da Sony, Sanyo, Toshiba, Panasonic, Olympus, Epson e todos os outros grandes fabricantes japoneses. Também há marcas chinesas (ASUS, Lenovo), americanas (Apple), e coreanas (Samsung e LG). Há de tudo. As lojas são pequenas e de muitos andares. E tem sempre muita gente! Uma confusão em que poucos falam inglês. Vi pela primeira vez ao vivo Sony Mylo, EEE PC (que rodava windows) e MacBook Air. Os preços não eram tão atraentes quanto nos Estados Unidos e os laptops tinham sistema operacional em japonês. Então deixei os eletrônicos para trás, tinha poucas horas.

Banca de mangá no Japão

Uma coisa que sabia, e foi fácil comprovar, é que Akihabara também é o bairro das lojas de mangá, ou anime, aquela manifestação artística e cultural tão típica do Japão contemporâneo. Para muitos, a arte visual dos animes é o símbolo máximo do Japão “legal, maneiro, bacana”. Entrei em algumas lojas especializadas. A variedade é de deixar tonto.

Exemplo de mangás em banca no Japão

Estava em uma pequena missão auto-imposta: encontrar pôsters de anime para trazer para o Brasil. E encontrei, muitos, excepcionalmente bonitos. Porém “not for sale”, me diziam sempre os amigáveis atendentes das lojas que não falavam inglês. Se havia inflexibilidade, barreira da língua, ou ambos, não sei ao certo. Sei que não consegui os benditos posters. Também não adiantaria muito levar na coragem, pois precisaria de uns tubos para transporte.

Como prêmio de consolação, havia brochuras, abundantes, muito parecidas com os posteres e bem impressas, disponíveis nas lojas de anime. O lado ruim é que eram de tamanho A4. O lado bom e que eram grátis. Para não ser um total abusado levei também um belo volume de arte gráfica japonesa, por 780 yen (ou cerca de 7 dólares). Era uma revista de capa muito parecida com as vistas acima. Chegando ao hotel vi que era hentai: anime erótico proibido para menores de 18 anos. Pornografia em estilo “hello kitty”, se puder acreditar.

Hentai: uma gracinha de erotismo

Os japoneses tem um aguçado senso erótico, gráfico, revelado nos traços dos desenhos e mesmo em bonecas como as abaixo, fotografadas em um arcade. Estas não eram as mais expostas, ou exageradas, que encontrei: são hentai leve.

Bonecas de Tóquio: Hentai soft

Mais duas bonecas de Tóquio: Hentai soft

Tenho que voltar a Tóquio com mais calma um dia, quem sabe encontro um pôster de anime, quem sabe trago uma boneca dessas para casa. A viagem foi uma correria.

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2 respostas em “Tô à toa, Tóquio

  1. Pingback: Sega, Taito e os games de Tóquio « simplesmente

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