O Brasil é um dos países do mundo mais obcecados com dinheiro. Dizem que na Rússia de hoje também se tem essa obsessão. Abre-se o jornal, liga-se a televisão, e as principais notícias têm a ver com o dinheiro: a renda, a inflação, o quanto ganhou o milionário, o quanto custa o que falta ao pobre… Essa obsessão pode bem ser sintoma de países em que é grande a disparidade de renda, em que é profundo o fosso social entre os que conseguiram e os que não conseguiram. Uma vez meu avô me falou: “Dinheiro não é tudo: é 90%. Os outros 10%,” complementou “com dinheiro é bem mais fácil conseguir.” Meu respeito por ele é enorme — mas discordo.
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Teoria do Caos: Borboletas e furacões
Por causa do bater de asas de uma borboleta na China um furacão assola o Caribe três meses depois. Isso é a Teoria do Caos segundo o filme “O Efeito Borboleta”. Faz sentido? Todo dia borboletas batem asas, na China e em todo lugar, e nem todo dia vemos furacões no Caribe. E se o bater de uma asa de borboleta causasse um furacão, um urubu batendo asas certamente traria o fim do mundo. Ou não? É preciso entender melhor a Teoria do Caos antes de colocar a pequena borboleta em juízo. Se você quiser a definição curta do que é a Teoria do Caos, vá para o fim deste artigo. Se quiser a história completa, continue.
Onde está Bin Laden?
Este aqui é um jogo educativo interessante. Que tal brincar de identificar personalidades históricas? Nesta pintura foram representadas (pelas minhas contas) 102 personalidades históricas e contemporâneas, do mundo todo. São artistas, filósofos, cientistas, generais, líderes religiosos, esportistas e políticos. De quantos desses ilustres você consegue dizer o nome? Fiz o teste e identifiquei 53. Experimente você para ver se consegue mais. Dá para brincar também de “Onde está Wally?”. Por exempo, quanto tempo você demora para encontrar Madre Teresa e Bin Laden na pintura?
Bertrand Russell e o preço do livro
Ontem choveu na avenida Paulista, e eu me abriguei em uma banca de revistas. Encontrei um display com livros de bolso da Editora L&PM, e uma barganha irresistível. O livro de Bertrand Russel, com o título “No que acredito”, custava R$ 8,00 — menos que uma revista. É uma edição e tradução recente, de abril de 2007 — um ótimo trabalho. Bertrand Russell é considerado, junto com Jean Paul Sartre, um dos mais influentes filósofos do Século XX. O livro, pequeno e curto como são as obras bem escritas, é muito agradável de ler — e por oito reais o que você tem a perder?
Doze policiais, um assassinato
Eu fiquei, claro, muito triste em saber que a Srta. J tinha sido lentamente estuprada e assassinada por um brutamontes, um criminoso comum, ao longo de uma hora e cinquenta e cinco minutos; mas quando descobri que seu tormento tinha ocorrido à plena vista de doze policiais a paisana, todos portando armas, e que esses doze policiais ignoraram seus gritos aterrorizados, apenas assistindo o ato cruel até seu triste desfecho, entrei em uma crise pessoal. Entenda, os policiais eram todos amigos, muito próximos a mim, mas agora eu encontrava minha confiança neles abalada até a base. Felizmente consegui conversar com todos mais tarde, e perguntar como eles puderam ficar parados sem fazer nada enquanto poderiam ter salvo a Srta. J com tanta facilidade.
Querer versus poder, óticas filosóficas
Quem saberá o limite do que podemos fazer? Ninguém. Só há uma forma de realmente saber: tentar. E como tentar sem querer? O antônimo de querer é estar parado, morrer. Por isso diz-se que querer é poder. Pois com querer há poder possível, mas sem querer certamente não. Quem quer pode conseguir ou falhar. Quem não quer não consegue, ponto. Mas alto-lá. De que maneira o querer e o poder são reais frente a simplesmente o jeito como as coisas seguem?