Deve ser brincadeira, Sr. Feynman!

Uma coisa eu me lembro de minhas escolas: eu sempre gostei de estudar o que me atrai, o que gosto, o que me interessa– não necessariamente o que me ensinavam. Tive minhas boas notas, quando precisei, mas não fui nisso tão consistente. Recordo que sempre houve aqueles com obsessão por notas, seja por vaidade seja pela iminência de uma reprovação. Nos alunos disciplinados e capazes essa obsessão se traduzia no que chamávamos de “bitolação” — martela, martela até entrar tudo na cabeça — e nos alunos de menor integridade ou capacidade a obsessão se chamava “cola”. O que teria um físico ganhador do Prêmio Nobel a dizer sobre essa obsessão dissonante da curiosidade e interesse científico ?

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